sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Natal comemorar ou não?


Como já havia dito anteriormente no texto “Aceitar e viver Deus como Ele É, resulta em uma sociedade melhor”, “a maior parte da humanidade demonstra uma significante aversão às coisas relacionadas a Deus e ao próprio Deus”. Infelizmente, com o natal não é diferente. O natal seria uma comemoração voltada ao nascimento de Jesus, o Cristo de Deus, que nasceu em Belém da Judéia (MT. Cap.02, V.01) a mais de dois mil anos atrás.
Eu não encontrei nenhuma base bíblica a cerca desta comemoração, mas isto não quer dizer que ela não possa existir. Como o ser humano costuma festejar de tudo, não vejo problemas em termos uma data especial onde absolutamente todos se voltem de fato para a história de Cristo e comemorem o nascimento do Deus encarnado. Porém, esta comemoração que se iniciou de fato em homenagem ao nascimento de Jesus, hoje está ofuscada pelas “maquiagens dos homens” às coisas relacionadas a Deus, conforme o texto anterior.
O nascimento de Jesus Cristo era comemorado na antiguidade em várias datas diferentes, pois não se sabia exatamente a data do seu nascimento e duravam 12 dias, pois acreditavam que esse foi o tempo que durou para que os três magos chegassem a Belém e oferecesse os seus presentes a Jesus. Mas foi no século IV que a data 25 de dezembro se tornou o dia oficial da comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré. Em borá vários fatores relevantes esclareçam que Jesus não tenha nascido em 25 de dezembro. Como por exemplo, “a Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio:
‘Então todos os homens de Judá e Benjamim em três dias se ajuntaram em Jerusalém; era o nono mês, aos vinte dias do mês; e todo o povo se assentou na praça da casa de Deus, tremendo por este negócio e por causa das grandes chuvas. Porém o povo é muito, e também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui fora’ (Esdras 10:9,13a)
‘Ora, o rei estava assentado na casa de inverno, pelo nono mês; e diante dele estava um braseiro aceso’ ( Jeremias 36:22)
Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu:
‘Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.’ (LC. 2:08)
Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão (da região). Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.”
Mesmo sabendo da veracidade dos fatos que indicam outra dada para o nascimento de Jesus, particularmente, não vejo problemas em ter-se estabelecido o dia 25 de dezembro para a comemoração do natal. Porém, a questão não é simplesmente ter-se estabelecido uma data errônea para esta festa, mas o porquê escolheram 25 de dezembro, e é aí que muitos estudiosos demonstram aversão ao natal.
“Segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos pais da igreja ao simbolismo de Cristo como ‘o sol de justiça’ (Malaquias 4:2) e a ‘luz do mundo’ (João 8:12) revelam a fé da Igreja n’Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.”
Diante disso afirmam: “as evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o ‘nascimento do deus sol invencível’ (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer ‘cristã’.”
Particularmente eu não vejo este “esforço” como algo ruim, errado, anti-cristão, muito menos uma tentativa leviana de macular o sagrado. Não só o apóstolo Paulo utilizou (eu posso dizer) uma estratégia parecida para evangelização e engrandecimento da glória de Deus, na tentativa de transferir a glória que era dada a um “deus desconhecido” para O DEUS VERDADEIRO (no episódio narrado em Atos 17:23 que diz “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.”), como muitos ainda hoje utilizam, no orientar os seus discípulos: “aquele que vivia em pecado, agora viva em santidade”, “aquele que tocava para o mundo, toque para Deus”, “aquele que adorava, idolatrava ou venerava a qualquer outra coisa que não era Deus, passe a fazer apenas para Deus!”. O que diriam se sobrepuséssemos o carnaval que é uma festa profana desde sua origem, com uma festa de louvor a Deus no mesmo período, na mesma data, nos mesmos horários? Acredito que, se não todos que estão lendo este texto, a maioria estão dizendo ou pensando algo como “seria ótimo!”.
Então, acredito que este seja o mesmo sentimento dos líderes da igreja naquela época. Apenas uma tentativa de transferir o centro das atenções para quem realmente é devido, ou seja, Jesus Cristo, Deus.
Por isto não são estes os problemas que vejo no natal, mas o desvirtuar do seu cetro para outras coisas que não são o Cristo.
Em 1530, segundo a tradição, iniciou-se o uso do mais tradicional ornamento do natal, através de Martinho Lutero (autor da Reforma Protestante do século XVI). “Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.”. Dá Alemanha para o mundo, a árvore de natal hoje tem sido objeto indispensável por muitos nesta época. Apesar desta história, que me parece inofensiva, “Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco (‘deus’ do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza) em pinheiros para comemorar a Saturnália”, porém, isto não quer dizer que o fato de ter um pinheiro hornamentado em casa estejamos participando desta festividade pagã comemorada pelos romanos a centenas de anos atrás. Enchego da mesma ótica citada acima, enquanto uns faziam para comemorar a um tal “deus” chamado baco, nós podemos sim, fazer e festejar o nascimento de Jesus o Nosso Senhor, porque não? Temos aqui duas histórias, (embora possam existir outras). Em qual delas nos baseamos, a partir de Luthero ou a partir dos romanos? Qual é o seu interesse em ornamentar uma árvore em sua casa se não comemorar o nascimento de Cristo. Sendo assim, não vejo problemas em ornamentar uma árvore, uma janela ou a casa toda com luzes e pisca-piscas. Até aqui não vejo nenhum desvirtuar do sentido do natal para outro ser que não seja o Cristo, porém, infelizmente, os simbolos quando surgem, geralmente tomam o lugar de Deus nas vidas das pessoas. E isso veremos mais afrente.
O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila pelo frei católico Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o frei fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567, a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos. Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.Podemos entender que, de todos os símbolos do natal, o que mais tem alguma coisa haver de fato, é o presépio, pois é o único que expressa didaticamente o acontecimento do nascimento de Jesus. Porém ele não é muito bem visto por alguns muitos cristãos protestantes por interpretarem que o presépio também é um altar feito para imagens de escultura e acreditarem que o mesmo é adorado ou venerado por outros cristãos. A aversão destes protestantes ao presépio baseia-se nos textos que se referem contra às imagens de escultura, como podemos ver em Ex 20 v.4-5: “Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima dos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante deles, nem lhes prestaras culto, pois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus Ciumento. Castigo a culpa dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas uso de misericórdia por mil gerações para com os que me amam e guardam meus mandamentos.”.Apesar destas questões serem relevante (por serem apartir da observância das escrituras sagradas), pelo que podemos perceber, o presépio não muda o foco desta festa, pois foi criado com fins didáticos para ilustrar o acontecimento, reforçando a figura do Cristo, Jesus. então não é neste símbolo que estar o maior problema. Podemos perceber que até aqui tudo ainda converge para Jesus Cristo.
Mas, como “a maior parte da humanidade demonstra uma significante aversão às coisas relacionadas a Deus”, no século IV iniciou-se uma nova “maquiagem humana”, um novo foco para o natal, ofuscando significavelmente a figura de Jesus.
Nasci a figura do “bem velhinho” inspirada no bispo católico Nicolau, natural da turquia. Nicolau foi um homem de bom coração, costumava ajudar aos pobres deixando saquinhos com moedas de ouro próximo às chaminés das casas. A associação do então “santo” Nicolau (canonizado pela igreja católica) com o natal se deu também na Alemanha, se espalhando pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.Nesta figura se inicia o maior desvirtuar do sentido do Natal que antes estava em Jesus Cristo. O que vemos quando estamos na época do natal se não os “simbolos natalinos” onde o principal deles é a figura do papai noel, que estar em todos os lugares: nos vt’s, nos outdoor’s, em toda forma de mídia publicitária ou maketing que se possa imaginar. Posso dizer que o pouco que se propaga da figura de Jesus é porque ainda existe algumas instituições religiosas que tenta de alguma forma propaga-lo nesta época. Eu posso apontar como o grande problema do natal comemorado hoje em dia: O desvirtuar do seu foco de Jesus para “papai noel”.
Fico encomodado quando vejo estudiosos se baseando na história antes da figura do papai noel para falarem contra natal. Analizando até mesmo superficialmente, podemos todos perceber que dificilmente esta festa deixará de existir. Então o que fazer, desistir de mais uma batalha contra uma sociedade demonizada que sempre procura sutilmente ofuscar as coisas relacionadas a Deus? Não! Olhando da ótica da sobreposição histórica de uma festa que antes era pagã e depois se torna em uma festa que dá graças ao Deus único e verdadeiro por Jesus Cristo, a minha proposta é que resgatemos este verdadeiro sentido do natal, que não esta na figura do “bom velhinho” papai noel, mas sim em Deus, que se fez carne e habitou entre nós na pessoa de Jesus Cristo. Então, Comemore o nascimento de Jesus, fale sobre Jesus, propague Jesus de maneira que venha sobrepor toda e qualquer outra simbologia que até então tem o ofuscado. Que o nome de Jesus seja exaltado acima de tudo e de todos, pois só Ele é dígno de tal exaltação.
Eu desejo que, como no dia do nascimento de Jesus, onde uma estrela reluzente guiava aqueles magos até O Salvador, A Estrela que é Jesus, possa brilhar em vossas vidas. E como fizeram inteligentemente os magos, que a seguiram perceverantemente até encontrarem o Salvador, nós possamos seguir Jesus Cristo, não apenas no dia 25 de dezembro, mas em todos os dias de nossas vidas, até a consumação da nossa salvação.
Feliz Natal! Que Deus vos abençoe.

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